PLAYGROUNDS 2016

Código: 9788531000140
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Organizadores:
Adriano Pedrosa e Luiza Proença

Autores:
Adriano Pedrosa, Julieta González e Luiza Proença

Brochura, 15x21x0,60cm, 88p, português, MASP, 2016

ISBN 978-85-310-0014-0

Playgrounds 2016 apresenta seis novos trabalhos de artistas que levam em conta o engajamento público no museu e em seu entorno. Céline Condorelli (França/Reino Unido), Ernesto Neto (Brasil), Grupo Contrafilé (Brasil), O Grupo Inteiro (Brasil), Rasheed Araeen (Paquistão/ Reino Unido) e Yto Barrada (Marrocos) são artistas cujas práticas envolvem o jogo, a participação, a esfera pública e a convivência coletiva, e por isso foram convidados a conceber propostas retomando o espírito de Playgrounds, uma exposição individual do artista Nelson Leirner realizada no MASP.

Na mostra de Leirner, de 1969, ano em que o MASP foi aberto ao público na Avenida Paulista, o artista ocupou o Vão Livre, esse espaço híbrido, de transição, fronteiriço, pois ao mesmo tempo que ele está sob o edifício do museu, é administrado pela Prefeitura da cidade. Playgrounds (1969) incluía uma série de obras participativas dispostas ao ar livre, ativando a rua e o espaço urbano e misturando os limites entre a arte e a vida, o museu e seu exterior.

No uso em português, playground é o espaço na cidade, na escola ou no edifício dedicado ao lazer, com brinquedos e equipamentos para isso. Play, em inglês, é o agir, o jogar, o brincar e o tocar (a música, o vídeo); ground é o terreno, a terra, o chão. Compreender o espaço da arte como um playground significa levar em conta todos esses significados, articulando-os e abrindo-os para outros. Nesse contexto, Playgrounds 2016 busca recuperar a dimensão do engajamento e da experiência da arte numa forma ampliada e emancipatória, permitindo a manifestação da vida coletiva na cidade e no museu. Esse aspecto está presente também na ideia de museu pela arquitetura de Lina Bo Bardi. Em um de seus desenhos para o museu, Esculturas praticáveis do Belvedere, Museu Arte Trianon (1968), a arquiteta retrata a área do Vão Livre como um playground para crianças. Com essa proposta, o museu se tornaria um organismo vivo, dinâmico, onde as crianças (assim como os adultos) pudessem acessá-lo e conhecer seu acervo com curiosidade e autonomia.

IMPORTANTE
Esta é a edição em Português. Para a edição em Inglês, por favor acesse este link: Playgrounds 2016 [English Edition].

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